A gente queria muito escrever um texto poético sobre as origens míticas da Meandro, mas ela nasceu a fórceps de duas necessidades: desovar cadernos e participar de uma feira.
Feio, né? Mas é verdade.
A gente adora fazer cadernos. Experimentar materiais, técnicas, costuras, mexer em algum negocinho que vai fazer uma diferença absurda no resultado final. Mas de tanta experimentação surge — adivinhe — um estoque. Quando percebemos que já tínhamos cadernos pra uma vida inteira, baixou a Mari Kondo aqui e decidimos: ok, precisamos dar um jeito nisso. É um hobby de acumuladores, e moramos em apartamentos.
Em março de 2026 rolou a primeira edição da Feira Tomate aqui em Bauru, e usamos o prazo de inscrição do evento como data-limite de criação da marca: afinal, precisávamos ter um perfil no Instagram para a divulgação, e foi assim que no penúltimo dia possível, 9 de fevereiro, postamos nossa primeira foto e a Meandro nasceu oficialmente.
ou seja, a Meandro é de Aquário, o que parece ser uma coisa boa, se você é do tipo doido dos signos
Desde então não paramos de fazer cadernos, experimentando e aprendendo estruturas novas e ficando malucos a cada tecido novo que encontramos.
Ah, e o nome. Esse é culpa do Bruno (que é quem está escrevendo esse texto, então é superestranho falar na terceira pessoa). Enfim. Meandro. Vamos dar um espacinho para a definição do dicionário Michaelis:
meandro
- Parte de um curso de água que é tortuoso.
- Conjunto de curvas num percurso qualquer.
- Qualidade, estado ou condição do que é complicado; complicação, emaranhamento.
- Ornato decorativo formado por linhas sinuosas.
Eu queria uma palavra que fosse bonita e cheirosa, e que tivesse a ver tanto com encadernação, ou com o ato de costurar, quanto com geografia (porque meu outro hobby/trabalho, na falta de um só, é fazer mapas). Casou lindamente com o fato de que a costura francesa, na encadernação, parece um riozinho fazendo mil curvas em zigue-zague, e ela virou o nosso logo.
Dois gays e uma guilhotina

Para um pouco mais de contexto: Bruno ministra cursos de encadernação já tem alguns anos. Rafael é um multitarefas que aprende um bilhão de técnicas artesanais, mas a que pegou de vez foi a encadernação, graças ao namorado (eu, no caso). Os dois são formados em Design na Unesp de Bauru e, apesar de não serem tão atuantes na área, aprenderam tudo para serem gabaritados como chatíssimos na medida certa para fazer cadernos bonitos.
